Município tenta ampliar imunização entre idosos e crianças, mas adesão segue abaixo do esperado mesmo após antecipação da campanha.
Da Redação Jota Moreira
A campanha de vacinação contra a gripe em Várzea Grande ainda não conseguiu atingir o resultado esperado pelas autoridades de saúde. Mesmo com as doses disponíveis há mais de um mês nas unidades básicas, a maior parte das pessoas incluídas nos grupos prioritários ainda não procurou atendimento para receber a imunização.
Informações atualizadas nesta semana mostram que apenas uma pequena parcela do público-alvo compareceu aos postos de saúde. O cenário preocupa principalmente por conta da aproximação do período mais frio do ano, quando cresce o número de doenças respiratórias e internações hospitalares.
O município trabalha atualmente com um universo superior a 68 mil pessoas consideradas prioritárias para a vacinação. Até agora, pouco mais de 13 mil doses foram aplicadas, índice distante do objetivo estabelecido pelas autoridades sanitárias.
A baixa cobertura tem gerado alerta dentro da rede pública, sobretudo entre os profissionais que acompanham o avanço das síndromes respiratórias. A preocupação maior está concentrada nos grupos mais vulneráveis, como crianças pequenas e idosos, que possuem maior risco de agravamento da doença.
Para tentar aumentar a adesão, a Secretaria Municipal de Saúde vem reforçando campanhas educativas e ampliando as estratégias de atendimento. Equipes passaram a intensificar ações em bairros, escolas e centros de educação infantil na tentativa de conscientizar famílias sobre a importância da imunização.
Nas creches e unidades escolares, profissionais fazem a conferência das carteiras de vacinação e notificam os responsáveis quando identificam doses em atraso. A intenção é acelerar a regularização vacinal antes do aumento mais intenso da circulação viral.
Além das ações nas escolas, agentes comunitários realizam visitas em residências para orientar moradores e esclarecer dúvidas relacionadas à vacina. O trabalho também envolve alertas sobre os riscos provocados pela influenza, principalmente em pacientes idosos ou com doenças crônicas.
Segundo a gestão municipal, a antecipação da campanha ocorreu justamente para evitar sobrecarga na rede de saúde diante do crescimento de casos respiratórios registrado em outras regiões do país. Ainda assim, a procura pela vacina segue abaixo do esperado.
Especialistas da área da saúde reforçam que a imunização continua sendo uma das formas mais eficazes de reduzir complicações, hospitalizações e mortes causadas pela gripe. Crianças e idosos estão entre os grupos que mais se beneficiam da proteção oferecida pela vacina.
Enquanto o Ministério da Saúde não autoriza a ampliação da campanha para toda a população, a prioridade permanece voltada aos públicos considerados de maior risco. As doses seguem liberadas gratuitamente nas unidades básicas de saúde do município.
Fonte: Da Assessoria.