Gisa Barros aponta falta de informações detalhadas sobre inadimplência e questiona critérios usados para medir cobertura de água no município
Da Redação
A apresentação do estudo técnico do Plano Municipal de Saneamento Básico, realizada na manhã desta sexta-feira (20) na Câmara de Várzea Grande, abriu espaço para questionamentos por parte do Legislativo. O material foi desenvolvido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas a pedido da Prefeitura.
Durante a discussão, a vereadora Gisa Barros (PSB) chamou atenção para a ausência de dados considerados essenciais, principalmente no que diz respeito ao funcionamento financeiro do Departamento de Água e Esgoto (DAE) e à situação das ligações ativas no município.
Ao se manifestar na tribuna, a parlamentar destacou que o levantamento apresentado não esclarece quantas das cerca de 29 mil unidades cadastradas estão com pagamentos em dia, nem o volume da dívida acumulada pelos consumidores junto ao DAE. Segundo ela, esse tipo de informação é fundamental para compreender a real situação do sistema.
Outro ponto levantado por Gisa foi a forma como o estudo define a cobertura do abastecimento de água. A vereadora questionou se o critério considera apenas a existência de fornecimento, mesmo em locais onde não há rede regular instalada.
As observações feitas durante a sessão fazem parte do processo de avaliação do plano, que ainda está em fase de elaboração e atualização. O documento deve servir de base para o planejamento e execução de políticas públicas voltadas ao saneamento no município.
A participação da vereadora reforça o papel fiscalizador da Câmara, especialmente na análise de estudos técnicos e no acompanhamento de ações que impactam diretamente a qualidade dos serviços oferecidos à população de Várzea Grande.