Comunidade destaca atuação humanizada de Dr. Marcos Paulo Goeses, e articula mobilização em busca de resposta do poder público
“Por Jota Moreira”
A saída do médico Dr. Marcos Paulo Goese da Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro CPA III, em Cuiabá, provocou um sentimento coletivo de preocupação e tristeza entre os moradores da região. Conhecido pelo atendimento próximo e humanizado, o profissional se tornou, ao longo do tempo, uma referência para a comunidade, que agora se mobiliza para pedir seu retorno.

Em um apelo direto ao prefeito Abílio Brunini e à Secretaria Municipal de Saúde, moradores relatam que o vínculo criado com o médico ultrapassava o atendimento convencional. Segundo eles, o acolhimento e a atenção oferecidos faziam com que muitos pacientes se sentissem em um consultório particular, mesmo sendo atendidos pelo sistema público.
O presidente do bairro CPA III, Lucas Mota, afirmou que a comunidade está abatida com a saída do profissional. Ele contou que, nesta semana, recebeu a visita de idosos preocupados com a interrupção de um trabalho social realizado voluntariamente pelo médico. “Eles me perguntaram se o doutor Marcos não viria mais à associação. Era um trabalho importante, principalmente para quem participa das atividades como a hidroginástica”, relatou.
De acordo com os moradores, mesmo fora do horário de expediente, o médico dedicava as sextas-feiras a ações voltadas aos idosos da comunidade, incluindo o acompanhamento e incentivo às atividades de hidroginástica, que se tornaram um importante momento de cuidado com a saúde, convivência e bem-estar para o grupo.
Diante da situação, a comunidade se organiza para buscar uma resposta. Há a possibilidade de uma manifestação em frente à UBS do CPA III, marcada para segunda-feira, dia 6, às 7h30 da manhã, como forma de chamar a atenção do poder público para o pedido de retorno do profissional.
O apelo dos moradores é para que a gestão municipal olhe com sensibilidade para a demanda. “Estamos felizes com o doutor Marcos aqui no bairro. Pedimos, com respeito, que o prefeito e a Secretaria de Saúde considerem esse pedido”, reforçou Lucas Mota.
Procurada pelo presidente do bairro, a secretária municipal de Saúde, Deise Bocalon, que assumiu o cargo recentemente, informou por meio de mensagem que ainda precisa se inteirar do caso. Segundo ela, por estar há pouco tempo na função, irá verificar como está o andamento do processo antes de adotar qualquer medida.