Força-tarefa envolvendo Prefeitura, Justiça do Trabalho e sindicatos resolve mais de 90% dos casos e assegura pagamento de verbas e apoio social aos trabalhadores
Da Redação
Um esforço conjunto liderado pela Prefeitura de Várzea Grande colocou fim a um impasse trabalhista que se arrastava desde o encerramento do contrato de limpeza urbana no município. Ao todo, 145 acordos foram formalizados, garantindo solução para mais de 90% das demandas envolvendo ex-funcionários da empresa Locar Saneamento Ambiental.
A condução do processo passou por uma atuação articulada da administração municipal, que mobilizou a Procuradoria e a Secretaria de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana para acelerar as tratativas e dar uma resposta aos trabalhadores. À frente da pasta, o secretário Gerson Scarton acompanhou de perto as negociações, que buscaram conciliar agilidade com segurança jurídica.
As audiências foram mediadas pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos (Cejusc), da Justiça do Trabalho, com participação da juíza Caroline Marchi e supervisão do juiz Kleberton Aparecido Cracco. O ambiente de diálogo construído ao longo das reuniões também contou com o envolvimento de sindicatos e das empresas, o que contribuiu para o alto índice de acordos individuais.
Dos 152 trabalhadores desligados, a maior parte já conseguiu retornar ao mercado de trabalho. Parte foi recontratada pela própria Locar, enquanto outros foram absorvidos pela empresa Pantanal, que assumiu os serviços de limpeza urbana na cidade.
Para os casos que ainda não tiveram acordo, ficou assegurado o pagamento integral das verbas rescisórias, incluindo FGTS e a multa de 40%, dentro de prazo definido. A Prefeitura também assumiu o compromisso de realizar pagamentos diretos aos trabalhadores, utilizando créditos existentes em favor da empresa, limitados a R$ 6 milhões, o que deve dar mais rapidez à quitação dos valores.
Além disso, como forma de amenizar os impactos das demissões, foi garantido o fornecimento de cestas básicas — ou valor equivalente — por três meses aos trabalhadores que não foram recontratados.
O procurador do Município, Juliano Souza, destacou que o resultado alcançado reflete a atuação coordenada entre os órgãos envolvidos e o compromisso com os direitos sociais. Já o secretário Gerson Scarton reforçou que a prioridade foi manter os serviços essenciais funcionando sem deixar de lado o amparo aos trabalhadores afetados.
Com o desfecho das negociações, o caso passa a ser visto como um exemplo de articulação entre poder público, Justiça e entidades representativas, com reflexos positivos tanto para os trabalhadores quanto para a administração municipal.