Estado calcula impacto de R$ 100 milhões e condiciona continuidade da medida à União
Da Redação
Mato Grosso entrou na estratégia do Governo Federal para tentar conter o avanço no preço do diesel e reduzir os efeitos no dia a dia da população. A medida estabelece um subsídio de R$ 1,20 por litro do combustível importado, com validade até o fim de maio e divisão dos custos entre estados e União.
A decisão ocorre em meio à pressão do mercado internacional sobre os combustíveis, que tem impacto direto no transporte de cargas e, na sequência, no valor dos alimentos. Para o secretário de Fazenda, Rogério Gallo, a iniciativa é uma forma de diminuir esses reflexos no curto prazo.
Pelas contas do governo estadual, o custo da participação de Mato Grosso deve chegar a aproximadamente R$ 100 milhões ao longo dos dois meses de vigência.
Mesmo com a adesão, o Estado já sinalizou que não há espaço no orçamento para ampliar o prazo da medida. Gallo foi direto ao afirmar que o Estado não tem condições financeiras de manter o subsídio por mais tempo e que, em caso de prorrogação, a União precisaria assumir integralmente os custos da medida.
O tema foi discutido no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), em reunião com representantes estaduais e do Ministério da Fazenda. Durante o encontro, os estados cobraram do governo federal a formalização da proposta, com definição clara das regras, prazos e impacto financeiro.
Com o diesel em alta, toda a cadeia produtiva sente o efeito, principalmente o setor de transporte. No fim, a conta chega ao consumidor, especialmente nos alimentos.
A adesão ao subsídio é vista como uma tentativa de aliviar esse cenário de forma imediata, enquanto soluções mais amplas para o preço dos combustíveis seguem em discussão no país.