Relatório entregue ao Tribunal de Contas aponta sexto ano seguido com avaliação “AAA” e destaca alto volume de investimentos no Estado
Da Redação
O Governo de Mato Grosso encaminhou, nesta quarta-feira (18/03), ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) o relatório de prestação de contas referente ao exercício de 2025. O documento evidencia que o Estado alcançou, pelo sexto ano consecutivo, a nota máxima na avaliação da capacidade de pagamento feita pelo Tesouro Nacional.
Durante a entrega, o governador Mauro Mendes ressaltou que a prestação anual é uma obrigação constitucional e também uma demonstração de transparência na gestão dos recursos públicos. Segundo ele, ao longo dos últimos anos, o Estado tem mantido uma trajetória consistente, com equilíbrio fiscal e investimentos que refletem diretamente na qualidade de vida da população.
A classificação “AAA”, concedida pela Secretaria do Tesouro Nacional, indica que Mato Grosso apresenta baixo nível de endividamento, boa disponibilidade de caixa e capacidade de cumprir seus compromissos financeiros. Atualmente, apenas outro estado brasileiro possui a mesma avaliação.
De acordo com dados da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), os investimentos em 2025 ultrapassaram R$ 6,1 bilhões, o que corresponde a 16,4% da Receita Corrente Líquida, estimada em R$ 37,2 bilhões. Esses recursos foram destinados a obras e ações em diversas áreas, sem considerar repasses obrigatórios.
O secretário de Fazenda, Rogério Gallo, destacou que os investimentos impactam diretamente a população, com melhorias em setores como saúde, infraestrutura e educação, reforçando a importância de manter as contas públicas equilibradas.
No balanço geral, a arrecadação estadual somou R$ 42,6 bilhões ao longo de 2025, enquanto as despesas ficaram em R$ 42,6 bilhões, resultando em um superávit de R$ 87,7 milhões ao final do período.
O relatório também confirma o cumprimento dos limites constitucionais nas áreas essenciais. Na saúde, foram aplicados mais de R$ 4,6 bilhões, o equivalente a 16,54% da receita, acima do mínimo exigido de 12%. Já na educação, os investimentos superaram R$ 7,2 bilhões, atingindo 25,92% da receita, também acima do piso constitucional de 25%.
Para o presidente do TCE, conselheiro Sérgio Ricardo, os números indicam um cenário positivo, com evolução em relação ao ano anterior e crescimento na capacidade de investimento do Estado. A análise técnica das contas deve ser concluída em até 60 dias úteis.
A entrega do relatório contou ainda com a participação de secretários estaduais das áreas de planejamento, gestão e controladoria, que acompanham a execução e fiscalização das finanças públicas.