Abilio diz que “Japonês da Federal” terá missão temporária para implantar cultura de compliance na Prefeitura de Cuiabá
Da Redação
Segundo o prefeito, Ishii terá uma passagem temporária pela Secretaria Municipal de Governo, com a missão de implantar práticas de transparência e fortalecer a cultura de compliance em todas as secretarias da capital.
Abilio explicou que o convite foi feito para que o ex-agente contribua tecnicamente com a organização de procedimentos administrativos e de controle interno. De acordo com o gestor, Ishii aceitou colaborar, mas deixou claro que sua permanência não será longa.
“Fiz uma proposta para ele: você não quer vir me ajudar, pelo menos temporariamente, nesse período, ajudar a gente na questão de educação de compliance? Ele topou, mas disse que não poderia garantir que ficaria muito tempo”, relatou o prefeito.
Ainda conforme Abilio, o objetivo da nomeação é aproveitar a experiência do ex-agente para ajudar na modernização da gestão pública municipal. O prefeito destacou que o principal fator para a aceitação do convite não foi o salário do cargo, mas a afinidade com o projeto administrativo da prefeitura.
“O Newton é um profissional que entende de compliance e vai nos ajudar muito a instalar boas práticas e boas parcerias. Acredito que o tempo que ele passar conosco vai somar bastante para a gestão”, afirmou.
Sem impedimentos legais
O prefeito também comentou questionamentos relacionados a condenações anteriores envolvendo Ishii e afirmou que toda a documentação necessária foi apresentada, sem qualquer impedimento jurídico para a nomeação.
“Não temos nenhum preconceito sobre isso. Ele não poderia trabalhar se tivesse algum impeditivo legal. Ele apresentou as documentações e está tudo certo”, disse.
Newton Hidenori Ishii ficou conhecido nacionalmente durante a Operação Lava Jato, quando atuava na escolta de investigados da operação.
Antes disso, em 2003, ele foi condenado na Operação Sucuri por facilitação de contrabando na região de fronteira com o Paraguai. A condenação resultou em pena de quatro anos e dois meses de prisão.
Em 2016, no período de maior visibilidade da Lava Jato, Ishii chegou a cumprir pena em regime semiaberto com uso de tornozeleira eletrônica. Já em 2020, a Justiça Federal determinou a perda do cargo público e o pagamento de multa.