Dados da Secretaria Municipal de Saúde mostram redução expressiva nos casos de dengue e chikungunya em 2026, com reforço nas ações de prevenção e vigilância
Da Redação
Cuiabá registra uma forte redução nos casos de arboviroses em 2026, conforme o Boletim Epidemiológico nº 13 divulgado nesta quinta-feira (16) pela Secretaria Municipal de Saúde. Os números da 14ª semana epidemiológica apontam um cenário mais controlado em relação ao ano passado, especialmente no enfrentamento à dengue e à chikungunya.
A dengue teve queda de 63,5% nas notificações, com média semanal bem inferior à registrada em 2025. A chikungunya apresentou recuo ainda mais expressivo, praticamente zerando a circulação do vírus em comparação ao mesmo período anterior. Nas últimas semanas, a tendência de diminuição tem se mantido estável, indicando continuidade no controle dos casos.
Somente na semana mais recente analisada, foram contabilizados 20 novos registros de dengue e um de chikungunya. Já os dados acumulados do ano mostram 636 notificações de dengue, com 226 confirmações, enquanto a chikungunya soma 83 registros, dos quais 77 foram confirmados. A zika permanece com baixa incidência, com apenas um caso confirmado.
Apesar da melhora no quadro geral, o município confirmou uma morte por dengue em 2026, além de outro óbito ainda em investigação. Não houve registros de mortes por chikungunya ou zika até o momento, segundo a Vigilância em Saúde.
De acordo com a Secretaria, o resultado é atribuído à intensificação das ações de campo, incluindo visitas domiciliares e eliminação de criadouros do mosquito. Neste ano, mais de 334 mil imóveis já foram vistoriados, com milhares de depósitos tratados e focos eliminados pelas equipes de combate ao Aedes aegypti.
A pasta também reforça a importância da participação da população na prevenção, orientando a eliminação de água parada em residências. Além disso, segue disponível a vacinação contra a dengue com o imunizante Qdenga para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. Em caso de sintomas, como febre e dores no corpo, a recomendação é buscar atendimento médico e evitar a automedicação.
A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou que a redução dos casos é resultado de um trabalho contínuo das equipes, aliado à adesão da população às medidas preventivas. Segundo ela, o município mantém monitoramento constante para evitar novos picos da doença ao longo do ano.
As equipes de vigilância seguem atuando de forma estratégica em bairros com maior incidência, priorizando áreas consideradas mais vulneráveis. A atuação inclui visitas técnicas, orientações à população e ações educativas para reduzir a proliferação do mosquito transmissor.
Outro ponto considerado essencial pela gestão é a integração entre os serviços de atenção básica e vigilância epidemiológica, permitindo identificar rapidamente novos casos e garantir o atendimento adequado aos pacientes.
A Secretaria também alerta que períodos de chuva aumentam o risco de surgimento de criadouros, o que exige atenção redobrada dos moradores. Pratos de plantas, caixas d’água e recipientes descartáveis estão entre os principais focos encontrados pelas equipes.
Por fim, o município reforça que as ações de enfrentamento às arboviroses continuarão ao longo de todo o ano, com ampliação das campanhas de conscientização e manutenção das estratégias de controle para evitar o avanço das doenças na capital.
Fonte: Da Assessoria