Moradores do condomínio Minas Cuiabá, em Lavras do Sutil, enfrentam decisão judicial de desocupação e buscam apoio para evitar saída imediata
Por Jota Moreira
Moradores do condomínio Minas Cuiabá, na região de Lavras do Sutil, viveram momentos de tensão no início da noite após a notícia de uma decisão judicial que determina a desocupação dos apartamentos. Diante do cenário, o deputado estadual Max Russi foi acionado e se deslocou até o local para dialogar com as famílias.
A mobilização partiu dos próprios moradores, entre eles a condômina Edna, que relatou apreensão generalizada diante da possibilidade de despejo imediato. Segundo ela, o clima era de medo e incerteza, com famílias afirmando que não conseguiriam sequer dormir diante da situação.
O condomínio reúne cerca de 600 famílias, incluindo idosos e crianças, que temem perder suas moradias de forma repentina. A decisão judicial, conforme os relatos, exige a saída dos ocupantes dos imóveis, o que intensificou o sentimento de insegurança no local.
Ao chegar ao condomínio, o deputado buscou tranquilizar os moradores e afirmou que acompanharia o caso de perto. Ele declarou que, a partir daquele momento, as famílias não estariam desamparadas e que pretende atuar para encontrar uma solução.
Durante a conversa com os moradores, Russi destacou que já iniciou articulações no âmbito judicial. Segundo ele, houve contato com o desembargador responsável pelo caso, em busca de diálogo e alternativas que evitem o despejo imediato.
O parlamentar afirmou que reconhece a necessidade de cumprimento das decisões judiciais, mas defendeu a busca por uma saída equilibrada. Ele ressaltou confiar na sensibilidade do Judiciário para avaliar a situação das famílias envolvidas.
Uma reunião de conciliação já está prevista para o dia 29, com a participação do desembargador Mário Kono. A expectativa, segundo o deputado, é que o encontro permita avançar em uma solução que considere a realidade dos moradores.
Russi também destacou que, de acordo com os relatos, as famílias adquiriram os imóveis há cerca de 30 anos, agindo de boa-fé. Ele mencionou que o empreendimento teria passado por falência e posteriormente sido arrematado por outra empresa.
Ainda segundo o deputado, o impasse envolve a valorização dos imóveis ao longo dos anos, o que teria motivado a disputa atual. Ele criticou a possibilidade de retirada das famílias sem uma alternativa concreta, ressaltando que há histórias de vida construídas no local.
Ao final da visita, o parlamentar reafirmou o compromisso de permanecer ao lado dos moradores, acompanhando as negociações e buscando uma solução que preserve o direito à moradia. Enquanto isso, as famílias seguem mobilizadas e aguardam os próximos desdobramentos do caso.
Fonte: Da Assessoria