Secretário de Comunicação da Assembleia Legislativa e deputada defendem ação conjunta e cobram mudanças de comportamento e mais rigor no cumprimento da lei
Por Jota Moreira
A busca por soluções reais para frear a violência contra a mulher em Mato Grosso marcou o tom de um evento realizado nesta quarta-feira (22), na Assembleia Legislativa. Logo na entrada do saguão, a grande presença de público já sinalizava a dimensão do problema e o interesse da sociedade em discutir caminhos para enfrentá-lo.
Mais do que um encontro institucional, o momento foi de posicionamentos firmes e cobranças diretas. Entre as falas que mais chamaram atenção, a do secretário de Comunicação da Casa, coronel Henrique, trouxe um olhar crítico e ao mesmo tempo propositivo sobre a situação.
Ao se manifestar, ele classificou a ação como extremamente importante, mas deixou claro que o problema exige mais do que iniciativas pontuais. Para ele, é preciso avançar tanto na mudança de comportamento das pessoas quanto na efetividade das leis.
Henrique apontou que ainda há uma falha significativa na consciência de parte da sociedade. Segundo ele, falta responsabilidade individual e, principalmente, uma cultura de respeito que deveria ser construída ao longo da vida.
Ao mesmo tempo, o secretário também chamou atenção para o papel das leis. Na avaliação dele, não basta que existam normas — é necessário que elas funcionem na prática e tenham força suficiente para inibir esse tipo de crime.
Ele defendeu que o enfrentamento à violência contra a mulher passa por um equilíbrio entre educação e rigor. De um lado, a necessidade de formar cidadãos mais conscientes; de outro, a aplicação firme da lei para evitar a impunidade.
Outro ponto destacado foi a importância da educação como ferramenta de transformação. Para Henrique, a falta de formação e de acesso à informação contribui diretamente para a repetição de comportamentos violentos dentro da sociedade.
A deputada estadual Janaína Riva também reforçou a necessidade de união entre instituições e sociedade. Segundo ela, o combate à violência contra a mulher exige políticas públicas eficazes, voltadas principalmente à prevenção e ao fortalecimento da rede de proteção.

O evento terminou com um entendimento em comum: frear a violência contra a mulher no estado passa por mudanças profundas. Educação, consciência e leis que realmente sejam cumpridas foram apontadas como os principais caminhos para transformar essa realidade.
