Ministério Público aponta feminicídio qualificado, cárcere privado e ocultação de cadáver; investigação ainda apura possível violência sexual e participação de outras pessoas.
Da Redação Jota Moreira
O Ministério Público de Mato Grosso denunciou Marcos Pereira Soares pela morte da irmã, Estefane Pereira Soares, de 17 anos, assassinada em março deste ano, em Cuiabá. O acusado vai responder por feminicídio qualificado, sequestro, tortura e ocultação de cadáver, conforme denúncia apresentada à Justiça.
De acordo com a investigação, a adolescente foi enganada pelo irmão, que teria dito que a levaria para visitar a mãe. A jovem saiu acreditando que encontraria familiares, mas acabou sendo levada até uma antiga residência do suspeito, localizada no bairro Três Barras.
Segundo o Ministério Público, no imóvel a vítima foi mantida em cárcere privado e sofreu agressões violentas antes de ser assassinada. A perícia identificou queimaduras graves pelo corpo, além de sinais de que Estefane estava amarrada durante as agressões.
A denúncia afirma ainda que a adolescente morreu por asfixia. Após o crime, o corpo foi jogado no Córrego Vassoura, numa tentativa de dificultar a localização e atrapalhar o trabalho das autoridades.
O promotor Rinaldo Ribeiro de Almeida Segundo destaca no documento que o assassinato ocorreu em contexto de violência doméstica e familiar. O Ministério Público também sustenta que houve emprego de meio cruel e recurso que impediu qualquer possibilidade de defesa da vítima.
As autoridades ainda aguardam a conclusão de exames periciais que podem confirmar um possível caso de estupro de vulnerável. Caso a suspeita seja comprovada, a acusação deverá ser ampliada com a inclusão de novos crimes no processo.
Além do denunciado, a Polícia Civil e o Ministério Público investigam se outras pessoas tiveram participação direta ou indireta no assassinato. As diligências continuam em andamento para esclarecer todos os detalhes do caso.
O corpo da adolescente passou por perícia da Politec e foi encaminhado ao Instituto Médico Legal. Na ação judicial, o Ministério Público também pediu que a família da vítima seja indenizada em valor equivalente a 40 salários mínimos por danos morais e materiais.
Fonte:Portal Sportes&Noticias.