Treinamento realizado pela Polícia Civil reforçou protocolos para registro e comunicação de casos, contribuindo para a localização de familiares e identificação de pessoas desaparecidas.
Da Redação Jota Moreira
Servidores do Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande e da Rede Cegonha participaram de um treinamento voltado ao atendimento de pacientes que chegam às unidades de saúde sem qualquer documento de identificação. A iniciativa foi conduzida pela Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso.
A ação teve como foco aprimorar os procedimentos adotados pelos profissionais da saúde diante de situações envolvendo pessoas desconhecidas, sejam elas conscientes ou inconscientes no momento da admissão hospitalar.
As orientações foram ministradas pelo Núcleo de Pessoas Desaparecidas da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), setor responsável por coordenar a política estadual de busca e localização de desaparecidos.
Durante a capacitação, os participantes receberam informações detalhadas sobre a forma correta de registrar os dados disponíveis dos pacientes e os encaminhamentos necessários para comunicar os órgãos competentes.
A Polícia Civil destacou que a agilidade na comunicação desses casos pode ser decisiva para identificar pessoas desaparecidas e restabelecer o contato com familiares que buscam notícias de parentes.
Outro tema abordado foi a utilização da plataforma digital criada para registrar ocorrências envolvendo pessoas sem identificação. O sistema permite o compartilhamento de informações e o cruzamento de dados que auxiliam nas investigações.
A ferramenta está integrada à Delegacia Digital e foi desenvolvida para facilitar a comunicação entre hospitais, forças de segurança e demais instituições que atuam na rede de proteção social.
A assistente social do pronto-socorro, Cristiany Gonçalves, afirmou que a qualificação representa um importante suporte para as equipes que atuam diariamente em situações de vulnerabilidade social e emergência.
Segundo ela, a orientação recebida contribui para tornar os atendimentos mais seguros, eficientes e humanizados, especialmente nos casos em que o paciente não possui qualquer forma de identificação.
A superintendente da Atenção Terciária, Ângela Saboia, ressaltou que a integração entre os serviços públicos é fundamental para fortalecer o atendimento prestado à população e garantir maior efetividade nos procedimentos adotados.
Ela destacou ainda que o município tem buscado ampliar a aproximação entre as áreas da saúde, segurança pública e justiça, promovendo iniciativas conjuntas e visitas técnicas entre os órgãos envolvidos.
Entre as recomendações repassadas aos profissionais estão a realização de registro fotográfico do paciente durante o cadastro, o uso dos canais oficiais para notificação dos casos e o correto preenchimento das informações no sistema digital, medidas consideradas essenciais para ampliar as chances de identificação e localização de familiares.
Fonte: Da Assessoria.