Após pedido de Dilemário Alencar, Procon-MT inicia fiscalização para verificar possíveis irregularidades nos valores cobrados e na redução do tempo de tolerância oferecido aos consumidores.
Por Jota Moreira
A atuação do Procon-MT nos estacionamentos dos shoppings de Cuiabá foi elogiada pelo vereador Dilemário Alencar (União Brasil), que havia solicitado ao órgão uma investigação sobre os reajustes aplicados nas tarifas cobradas dos usuários.
Segundo o parlamentar, a preocupação está relacionada ao aumento frequente dos preços praticados pelos empreendimentos, situação que, na avaliação dele, merece uma análise detalhada dos órgãos responsáveis pela defesa do consumidor.
Além dos valores cobrados, o vereador também pediu que a fiscalização avalie as regras adotadas para o período de permanência gratuita nos estacionamentos.

De acordo com Dilemário, o tempo de tolerância disponibilizado aos clientes foi diminuindo ao longo dos anos, reduzindo as opções para quem precisa realizar serviços rápidos nos centros comerciais.
O vereador afirmou que conta com o apoio da deputada federal Gisela Simona na discussão sobre medidas voltadas à proteção dos consumidores diante das mudanças implementadas pelos estabelecimentos.
Na avaliação dele, os reajustes observados nas tarifas estariam acima dos índices inflacionários registrados no período, o que justificaria uma investigação mais aprofundada.
Dilemário recordou que, anteriormente, os consumidores tinham direito a um prazo maior de permanência sem cobrança nos estacionamentos dos shoppings da capital.
Conforme relatado pelo parlamentar, esse período já foi de 30 minutos, passando posteriormente para 20 e 15 minutos, até chegar aos atuais 10 minutos adotados por parte dos empreendimentos.
Outro ponto levantado por ele diz respeito à diferença entre os preços cobrados nos shoppings e aqueles praticados por outros locais que oferecem estacionamento em Cuiabá.
Como exemplo, o vereador citou o Terminal Rodoviário da capital, onde o valor cobrado por uma hora de permanência seria inferior ao encontrado em alguns centros comerciais, além de contar com maior tempo de tolerância.
Para Dilemário, a combinação entre tarifas mais elevadas e redução do período gratuito gera impacto direto no orçamento das famílias que frequentam esses estabelecimentos.
O parlamentar defendeu que os consumidores não devem ser penalizados por utilizarem espaços onde realizam compras e movimentam a economia dos próprios empreendimentos.
Ao final, ele destacou a importância da atuação do Procon-MT para esclarecer a situação e verificar se as práticas adotadas pelos shoppings estão em conformidade com as normas de defesa do consumidor.
Fonte: Assessoria Lucieder Luz.