Em reunião com liderança comunitária, gestão municipal detalha entraves ambientais e promete melhorias emergenciais enquanto busca obra definitiva
Da Redação Jota Moreira
A situação do bairro Carrapicho voltou ao centro das discussões na Prefeitura de Várzea Grande. Em encontro no gabinete, a prefeita Flávia Moretti recebeu o presidente da comunidade, Agenor Sales da Silva, o Júnior do Carrapicho, e tratou dos desafios e caminhos para resolver os problemas históricos da região.
Logo de início, a gestora deixou claro que o bairro está no radar da administração, mas destacou que qualquer intervenção exige planejamento cuidadoso. Segundo ela, não se trata apenas de asfaltar ruas, mas de estruturar toda a base necessária para evitar que os problemas se repitam. A prefeitura já mantém diálogo com o Ministério Público e com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) para destravar o projeto, que envolve também questões ambientais sensíveis.
A prefeita reforçou que a proposta prevê um conjunto de obras, incluindo drenagem e sistemas adequados de escoamento de água e esgoto, o que demanda tempo e parceria com outras esferas. Ela frisou que a intenção é fazer um serviço completo e responsável, sem improvisos, garantindo aplicação correta dos recursos públicos e resultado duradouro para os moradores.
Enquanto o projeto maior não sai do papel, a prefeitura segue com ações emergenciais. Serviços como patrolamento e cascalhamento continuam sendo realizados, dentro das condições possíveis. Com o período chuvoso chegando ao fim, a expectativa é ampliar essas intervenções para melhorar o acesso e a circulação nas vias do bairro.
Do lado da comunidade, o clima é de expectativa. Júnior do Carrapicho avaliou positivamente o encontro e disse que vai levar aos moradores as informações apresentadas pela prefeitura. Para ele, o diálogo direto ajuda a esclarecer o andamento das propostas e aproxima a população das decisões que impactam o dia a dia do bairro.
A equipe técnica da gestão também reconhece as dificuldades. A assessora especial da Secretaria de Viação, Obras e Urbanismo, Regiane Froes, explicou que a área exige um projeto específico, principalmente por conta dos alagamentos frequentes. Segundo ela, o compromisso da administração é entregar uma solução que realmente resolva o problema, e não apenas amenize a situação de forma temporária.
Fonte: Da Assessoria